sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Promover a saúde é “estar junto” e não querer apontar o caminho da salvação aos ignorantes


Incentivar ao exercício fisico é promover a saúde e essa tem
sido uma virtude do poder público, facilmente constatável na
instalação dos equipamentos de ginástica nas praças e parques


Atenção Básica é o nome que se utiliza na área da saúde para designar o conjunto de ações voltado primordialmente para a promoção da saúde, mas também para a prevenção de agravos, o tratamento e a recuperação da saúde. Dentro desse contexto, vamos dar, agora, atenção especial ao conceito de "promover saúde". 

O conceito de “promoção” nos remete ao fomentar, impulsionar e/ou gerar algo. No nosso caso, falamos de incentivar a adoção de hábitos e comportamentos saudáveis. Promover saúde é conscientizar, individual e/ou coletivamente, acerca dos males causados por determinados comportamentos e estimular a adoção de hábitos saudáveis. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Saúde e saneamento: uma relação íntima e antiga


Água limpa: valioso tesouro
Vimos em textos anteriores que o conceito de saúde mudou bastante durante a história. O mesmo aconteceu com o de doença e com as estratégias para combater a doença e promover a saúde. Neste blog, já foram publicados sete textos tratando da história “dessa tal saúde” (ver links no final) e o último tratou da Idade Moderna e seu mecanicismo. Na verdade, foram sete numerados, mas houve um oitavo, intitulado “Conversando sobre o atual conceito de saúde”, tratou da desse tema na contemporaneidade. É desse ponto, então, que partimos para falar sobre o saneamento básico. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Assistência à Saúde Mental foi o tema do SOU+SUS em novembro


Diana Coutinho (primeira da direita para a esquerda) apresentou
a estrutura do Serviço de Residências Terapêuticas, mostrando
como a modificação no enfoque da assistência em saúde
mental é importante para a recuperação da autoestima
 
As ações de assistência à saúde mental, com enfoque especial no Serviço de Residências Terapêuticas, foram apresentadas e discutidas em roda de conversa do SOU+SUS

No dia 09 de novembro deste ano de 2016 o SOU+SUS recebeu a visita da diretora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (SMS/Curitiba), Luciana Savaris, e da coordenadora do Serviço de Residências Terapêuticas (SRT), Diana Coutinho. Elas apresentaram para os servidores do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Paraná (NEMS/PR) as ações de assistência na área da Saúde Mental em Curitiba e, especificamente, o programa coordenado por Diana. O evento marcou o encerramento das apresentações interinstitucionais promovidas pelo SOU+SUS no ano, que contaram com a presença de profissionais da SMS/Curitiba, da ANVISA e da equipe de Apoio Técnico do Ministério da Saúde. Os servidores que assistiram à palestra participaram ativamente, fazendo perguntas, questionamentos, e compartilhando experiências e saberes.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Programa Consultório na Rua da SMS/Curitiba apresentado em roda de conversa do SOU+SUS

Na última sexta-feira, dia 21 de outubro, as psicólogas Adriane Wollmann e Thais Krukoski estiveram no NEMS/PR (Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Paraná) para apresentar o programa “Consultório na Rua”, efetivado pela Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (SMS/Curitiba) desde agosto de 2013. A concepção do programa aconteceu em nível nacional, sendo sua implementação promovida pelo Ministério da Saúde em 2011 em diversas cidades brasileiras, mas a SMS/Curitiba acabou desenvolvendo seu próprio formato para a iniciativa. O programa conta com quatro equipes, compostas por médicos, odontólogos, psicólogos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e profissionais de Serviço Social. Além disso, tem a seu dispor duas ambulâncias, especialmente adaptadas para o serviço prestado, e um trailer.  

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Anvisa foi o tema da roda de conversa de agosto


Daniela Dorneles fez uma apresentação impecável e
os presentes puderam conhecer melhor a Anvisa
Quantidade de atividades realizadas pela Anvisa impressionou e a qualidade das informações prestadas encantou aos presentes na quarta roda de conversa do projeto SOU+SUS em 2016

Nesta terça-feira, dia 23 de agosto, o SOU+SUS recebeu Daniela Dorneles, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seção Paraná, para conversar. O assunto se remeteu às inúmeras atividades da Anvisa e dezessete pessoas participaram da conversa. Causou surpresa a quantidade de tarefas que a Anvisa deve desempenhar, dando conta do controle de substâncias que circulam no país, notadamente vigiando a entrada e saída em portos, aeroportos e fronteiras, além de normatizar, fornecer certificados e orientar a quem vai viajar e, também, à comunidade em geral.

terça-feira, 26 de julho de 2016

SMS/Curitiba participa de roda de conversa do SOU+SUS


Inês Marty (primeiro plano), diretora de Planejamento da SMS
Curitiba, esteve no NEMS/PR levando informações sobre a saúde

na cidade, em roda de conversa do projeto SOU+SUS, que chega
ao seu terceiro ano promovendo encontros para discutir o SUS
Nesta terça-feira, dia 26 de julho, o SOU+SUS recebeu, no auditório do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Paraná (NEMS/PR), a diretora de Planejamento da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (SMS/Curitiba), Inês Marty, para roda de conversa sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e, é claro, sobre a SMS/Curitiba. Aproximadamente 15 servidores participaram do encontro, que consistiu em uma apresentação básica sobre a realidade do SUS na cidade e discussões pontuais acerca de temas levantados por Inês. Também esteve presente Elizabeth Guinart Araujo, odontóloga que compõe a equipe da diretoria de Planejamento da SMS/Curitiba.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

SOU+SUS recebe Conselho Municipal de Saúde de Curitiba para roda de conversa


Lisandra Falcão (ao lado da mesa, falando) esteve no NEMS/PR 
e transmitiu, com muita didática, informações  importantes 
sobre o CMS/Curitiba e sobre a assistência à saúde na cidade

No último dia 26 de abril, o Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Paraná (NEMS/PR) recebeu a ilustre visita de Lisandra Karine Corrêa Falcão, primeira-secretária da Mesa diretora do Conselho Municipal de Saúde de Curitiba (CMS/Curitiba) e conselheira ligada ao segmento “Trabalhadores”. Ela veio para uma roda de conversa cujo tema central foi o Conselho, sua história, objetivos e propostas, bem como muitos detalhes acerca do que é e como se estrutura essa importante entidade que incorpora ativamente, na capital do Paraná, o Controle Social do SUS. O evento compõe a programação do projeto SOU+SUS em 2016 e vinte servidores participaram da roda, incluindo Daniela Dorneles, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que esteve presente atendendo a convite do coordenador do projeto.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Conversando sobre o atual conceito de saúde


Parece claro que as atuais preocupações
com a qualidade ambiental e com a
preservação dos recursos do planeta são
manifestações de um anseio por saúde
O conceito de “saúde” mudou muito desde o início de seu uso. Isso ocorre porque é um elemento diretamente vinculado a uma conjuntura social, econômica, política e cultural. Assim, a definição do que é saúde tem variações fundamentais, e mesmo diferenças radicais, de acordo com o tempo, o lugar e a posição social de quem o formula. Além disso, há concepções religiosas, filosóficas e, é claro, também científicas, já formuladas e que influenciam todos os que pensam e dizem algo em relação ao que seja essa tal “saúde”.

De acordo com o que conhecemos hoje, parece claro que inicialmente a saúde estava relacionada à ação de forças míticas e quedava subordinada aos atos de obediência a ditames metafísicos, como a vontade dos deuses e entidades naturais e sobrenaturais. Não raro, o estado de saúde era diretamente ligado à proteção contra demônios e maus espíritos e às boas atitudes que atraíam a simpatia divina e afastavam a sua cólera. Tudo indica que, no caso do paganismo, a saúde provinha dos deuses, assim como na visão monoteísta provinha de um só Deus.

Por seu lado, Hipócrates, o patriarca dos médicos, foi um dos primeiros a relacionar o equilíbrio do corpo com as forças naturais, se desviando das noções metafísicas. Com o tempo, no campo da ciência, foram se especificando novas formas de pensar e definir a saúde, como as estritamente mecanicistas, que radicalizaram a definição do que é saudável estabelecendo uma lógica eminentemente maquínica, entendendo o corpo humano como um aparelho mecânico.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Boas experiências no combate ao Aedes Aegypti serão divulgadas e premiadas

O Ministério da Saúde (MS) está selecionando as boas experiências de combate ao mosquito Aedes Aegypti. As inscrições vão até 03 de abril e serão premiadas as melhores iniciativas desenvolvidas por profissionais de saúde, prefeituras e pela sociedade civil. 

As inscrições podem ser feitas no portal da Comunidade de Práticas (CdP).

Saiba mais sobre o concurso clicando aqui.

Na mobilização de combate ao Aedes Aegypti muitas ações estão sendo desenvolvidas incessantemente, envolvendo toda a população. O MS quer conhecer, reunir e divulgar essas experiências, dando visibilidade a todas as boas iniciativas. Ao compartilhar uma vivência, o participante pode inspirar outros trabalhadores, seja o relato reflexo de um enfrentamento com resultados positivos ou não.

terça-feira, 22 de março de 2016

O que é, afinal, essa tal saúde? (7)


“A Lição de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp”, de Rembrant

A noção mecânica de “Natureza” na Idade Moderna

Como já foi visto, na Idade Média predominava a lógica teocêntrica. Isso significa dizer que praticamente tudo o que acontecia era entendido como causado pela vontade divina, apenas por ela, e as ações humanas para prevenir e/ou curar males e doenças eram bastante limitadas a não ser as que consistiam em súplicas e orações, além da "magia" dos curandeiros, é claro.

Na Idade Moderna isso mudou.  O lugar da vontade divina foi ocupado pelas leis naturais, que traziam a vantagem de que poderiam ser não apenas conhecidas pela humanidade, mas, ainda, controladas, manipuladas e, em alguns casos, até mesmo modificadas, graças aos saberes acumulados pelo que tradicionalmente chamamos de “Ciência”. 
Houve a dessacralização do corpo e uma das consequências disso foi a liberação da dissecção de cadáveres e das práticas cirúrgicas. O corpo humano, que até então era intocável, pois feito à imagem e semelhança de Deus e, assim, inviolável para as ações humanas de pesquisa, passou a ser estudado como parte da natureza